Cogito

eu sou como eu sou

pronome


pessoal intransferível


do homem que iniciei


na medida do impossível




eu sou como eu sou


agora


sem grandes segredos dantes


sem novos secretos dentes


nesta hora




eu sou como eu sou


presente


desferrolhado indecente


feito um pedaço de mim




eu sou como eu sou


vidente


e vivo tranquilamente


todas as horas do fim.


Torquato Neto

Sobre anaylop

Sou um instantâneo das coisas apanhadas em delito de paixão a raiz quadrada da flor que espalmais em apertos de mão. ... Sou uma impudência a mesa posta de um verso onde o possa escrever "A defesa de um poeta" N. Correia
Esse post foi publicado em Poesia. Bookmark o link permanente.

3 respostas para Cogito

  1. Patrícia disse:

    "Escute, meu chapa: um poeta não se faz com versos. É o risco, é estar sempre a perigo sem medo, é inventar o perigo e estar sempre recriando dificuldades pelo menos maiores, é destruir a linguagem e explodir com ela (…). Quem não se arrisca não pode berrar." Torquato Pereira de Araújo Neto

  2. Patrícia disse:

    Uma bobagem: toda vez que leio o nome dele me vem a mente o Torquatto (Fernando – aquele maquiador famoso) kkkkkkkNossa, nenhuma semelhança, eu sei, mas a "fonética" de um me leva a outro…ok, ok, já calei… kkkkkkkkk

  3. Polyana disse:

    Acho demais isso: "quem não se arrisca não pode berrar", esse Torquato poeta é demais… Quanto ao maqueador também… Então, tá tudo certo. Mas fico com o poeta pq é mais possível pra mim, né… kkkkkkkkkkkkkk

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s