Nara Leão

 Nara

Encontrei esse "rabisco" lindo que fizeram da Nara, achei
lindo, mas não sei quem o fez, que pena. Posso estar errada, mas até onde sei,
ela nunca compôs nada. Fez algumas traduções e tal, mas compor não era o lance
dela. A Nara foi uma revolucionária na Música Brasileira por vários motivos.
Ela tocava violão muitíssimo bem, possuía uma voz muito pessoal que não se
encontra semelhante hoje (nem a Fernanda Takai, que eu amo e que me desculpe).
Lançou Chico Buarque, cantou e protestou contra a fome através de músicas sendo uma moça da classe
rica, vamos dizer assim, enquanto era para pertencer ao movimento da Bossa Nova
que inclusive surgiu praticamente na casa dela. Os pais de Nara abriam as
portas do confortável apartamento que possuíam localizado na área nobre o Rio de Janeiro
para artistas,  para figuras como João
Gilberto, Tom Jobim, Jhonny Alf, Astrud, etc. ou seja, uma porção de gente que
participou desse movimento musical e que é muito rico até hoje: a Bossa que não
é mais tão Nova assim. Fato é que Nara foi até chamada de Musa da Bossa Nova,
vejam só.


Recentemente adquiri um DVD, uma gravação do programa Ensaio produzido por
Fernando Faro da TV Cultura, preto e branco. Nara só com a voz e violão. E
percebi que gosto ainda mais de ouvi-la falar. Meu único problema com esse DVD
é que o povo aqui de casa o considera melancólico ninguém suporta. Minha irmã e
minha mãe já ameaçaram de quebrá-lo um zilhão de vezes, então procuro
assisti-lo quando estou só – o que é delicioso. É um probleminha meu de ser
repetitiva, entende? Ah, enfim. Não vem ao caso.


O fato é, que estava pensado na discografia da Nara, isto é, na obra produzida
enquanto ela viva de 1964 com o álbum "Nara" até 1989 com "My
Foolish Heart" (uma produção de 26 álbuns mais ou menos). Durante esse
período todo (fora as obras póstumas) tem de um tudo: bossa nova e samba,
bolero, tropicália, música francesa, música de morro (como se dizia), música de
protesto… Enfim. Nara nunca se posicionava ideologicamente assim ou assado.
Como ela menciona na entrevista pro programa Ensaio que é de 1973, quando ela
achava que algo tinha qualidade ela "endossava" e pronto, sem
questões. E esse é o motivo que me faz gostar tanto de ouvir a Nara, uma mulher
que foi inteligentíssima, que teve consciência de sua participação importante
na história da Música Brasileira e deixou gravações e interpretações únicas…
Ninguém consegue se aproximar daquilo que foi aquela mulher.

Assinado Eu: Polyana  Sarcástico

P.S. – Se eu estiver errada em quaisquer informações, por favor, corrijam-me. Ok? Ficarei agredecida!


 


Sobre anaylop

Sou um instantâneo das coisas apanhadas em delito de paixão a raiz quadrada da flor que espalmais em apertos de mão. ... Sou uma impudência a mesa posta de um verso onde o possa escrever "A defesa de um poeta" N. Correia
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