Não Amo Ninguém

Não Amo Ninguém

Eu ontem fui dormir todo encolhido

Agarrando uns quatro travesseiros

Chorando bem baixinho, bem baixinho, baby

Pra nem eu nem Deus ouvir

Fazendo festinha em mim mesmo

Como um neném, até dormir

Sonhei que eu caía do vigésimo andar

E não morria

(…)

Mal acordei, já dei de cara

Com a tua cara no porta-retrato

Não sei por que que de manhã

Toda manhã parece um parto

Quem sabe, depois de um tapa

Eu hoje vou matar essa charada

Se todo alguém que ama

Ama pra ser correspondido

Se todo alguém que eu amo

É como amar a lua inacessível

É que eu não amo ninguém

Não amo ninguém

Eu não amo ninguém, parece incrível

Não amo ninguém

E é só amor que eu respiro

Cazuza

Sobre anaylop

Sou um instantâneo das coisas apanhadas em delito de paixão a raiz quadrada da flor que espalmais em apertos de mão. ... Sou uma impudência a mesa posta de um verso onde o possa escrever "A defesa de um poeta" N. Correia
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